terça-feira, 1 de junho de 2010

Israel ataca, EUA fica em cima do muro.

Hillary evita condenar ação de Israel contra navios com ajuda humanitária.

A secretária de Estado americana, Hillary Clinton, pediu nesta terça-feira que todos os lados sejam cuidadosos em suas respostas ao ataque de Israel a um comboio com ajuda humanitária a Gaza, se afastando de uma condenação da operação que matou pelo menos nove ativistas internacionais.

"Acho que a situação de nossa perspectiva é muito difícil e requer uma resposta cuidadosa e atenciosa", disse Hillary a repórteres.

No entanto, disse que "a situação em Gaza é insustentável e inaceitável".

Ela também expressou a solidariedade dos Estados Unidos pela "perda trágica de vida e feridos" causados pelo incidente de segunda-feira, que recebeu forte condenação da comunidade internacional.

"As necessidades legítimas de segurança por parte de Israel precisam ser garantidas, assim como as necessidades legítimas dos palestinos por assistência humanitária e acesso regular a material de reconstrução", disse Clinton.

O ataque.

O Exército de Israel atacou na madrugada desta segunda-feira um comboio de barcos organizado pela ONG Free Gaza, um grupo de seis navios, liderados por uma embarcação turca, que transportava mais de 750 pessoas e 10 mil toneladas de ajuda humanitária para a faixa de Gaza, deixando ao menos nove mortos e cerca de 30 feridos.

O Conselho de Segurança da ONU emitiu uma declaração condenando o que chamou de atos que resultaram na perda de vidas durante o ataque israelense a frota de navios.

O governo de Israel disse que as tropas israelenses agiram em defesa própria no episódio, depois de serem atacadas.

Por meio de uma nota, divulgada pelo governo israelense, o ministro das Relações Exteriores, Avigdor Lieberman, disse que as pessoas a bordo do navio invadido não estavam em missão de paz e são terroristas. (DAS AGÊNCIAS INTERNACIONAIS)