sábado, 12 de junho de 2010

O PROTESTO DOS "INOCENTES"

O nosso BLOG tentou marcar uma entrevista com o representante dos funcionários do Além. Porém, as manifestações diante do " ENCONTRO DOS FUNCIONÁRIOS EXTRACORPÓREOS DA ASSEMBLÉIA LEGISLATIVA E DE MUNICÍPIOS", nos impediu de ouvir as reivindicações desta casta privilegiada de funcionários. - Ouvimos muitas pragas e maldições destes pobres coitados, mas, o que mais nos preocupou, foi a jura de muitos deles em reincorporarem novamente nos cargos.


O "jeitinho" do PT e "sugestão" do PMDB.

Cúpula força apoio a Roseana.

Brasília e Tiradentes (MG) - Por 43 votos a favor e 30 contra, o Diretório Nacional do PT decidiu ontem enquadrar o PT do Maranhão e obrigá-lo a apoiar a candidatura à reeleição da governadora Roseana Sarney, do PMDB. Em março, o PT maranhense havia resolvido aderir à candidatura do deputado Flávio Dino (PCdoB) ao governo do Estado. O argumento da direção do partido é que o palanque de Roseana é “mais sólido” para alavancar a candidatura da petista Dilma Rousseff à presidência da República.

O PT nacional decidiu rever a decisão dos maranhenses depois da pressão da família Sarney sobre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva. O secretário-geral do partido, José Eduardo Cardozo, foi um dos que se posicionaram contra a aliança para reeleger Roseana, mas foi voto vencido.

Um grupo de sete delegados do PT do Maranhão foi para a porta do partido para protestar contra a decisão da direção nacional e gritavam “Hi, Hitler! Hi, Dutra!”.

“Ainda estou sentindo o caminhão Scania em cima de mim, do meu peito”, resumiu Flávio Dino. Com a saída formal dos petistas de sua aliança, o comunista conta agora com o apoio apenas do PSB. O deputado Domingos Dutra (PT-MA), em vigília desde a noite passada no plenário da Casa, iniciou uma greve de fome, sem prazo determinado, em protesto contra a decisão da cúpula petista.

Governo mineiro.

Em Minas Gerais, Dilma Rousseff disse ontem que espera que o ex-ministro do Desenvolvimento Social, Patrus Ananias (PT), aceite compor como vice na chapa encabeçada pelo senador Hélio Costa (PMDB) ao governo de Minas.”O ministro Patrus, ele faria muito bem para nós se viesse a participar da chapa.” O ex-ministro já disse que há possibilidade de isso ocorrer, mas ressaltou que tem até o fim de junho para decidir.
http://www.gazetadopovo.com.br/vidapublica/conteudo.phtml?tl=1&id=1013194&tit=Cupula-forca-apoio-a-Roseana.

Eis o que nos espera no futuro.

Suspeita de fraude.

Núcleo de campanha do PT teria usado notas fiscais frias.

Brasília - O presidente nacional do PT, José Eduardo Dutra, procurou tirar o partido do foco de nova revelação envolvendo o núcleo de comunicação da campanha da ex-ministra Dilma Rousseff. Reportagem do jornal Folha de S. Paulo de ontem mostrou que a equipe de jornalistas e técnicos da pré-campanha da petista é remunerada por meio de notas fiscais frias, emitidas pela microempresa Cinco Soluções, sem funcionários contratados e com sede num prédio residencial. Os jornalistas não teriam vínculos empregatícios com a Lanza Comunicação, contratada pelo PT para cuidar das áreas de internet e imprensa da pré-campanha de Dilma.

As notas seriam emitidas pela Cinco, em nome de Jeová Alves de Sousa Jr. Assim, a Lanza deixava de recolher o INSS, o que poderia indicar sonegação de contribuição previdenciária, e a Cinco estaria emitindo documentos referentes a recursos que não recebeu. Sousa Jr. disse à Folha que trabalha em nome da Lanza, do jornalista Luiz Lanzetta, o qual foi afastado da campanha na semana passada, em meio à suspeita de articular a produção de um dossiê contra o candidato tucano José Serra.

“Não somos fiscais do INSS. A Lanza não trabalha só conosco. Isso é uma relação privada”, reagiu Dutra. Ele disse ainda que o contrato com a Lanza, que vence no final do mês, está sendo desfeito e que a empresa Pepper é que vai passar a pagar os funcionários da campanha de Dilma. O petista reiterou que Lanzetta nunca foi assessor de Dilma.

Em nota, a Lanza afirmou que “recolhe e sempre recolheu todos os tributos incidentes sobre a sua atividade, nunca tendo sido autuada por quaisquer autoridades fiscais”. A empresa, na nota, disse ainda que é a própria Lanza quem teve a iniciativa de rescindir o contrato que mantinha com o PT, que venceria em 30 de junho. Sobre a Cinco, a Lanza informou que a empresa presta serviços regularmente e tem sede comercial no bairro Sudoeste, em Brasília.

sexta-feira, 11 de junho de 2010

quinta-feira, 10 de junho de 2010

O Dia do Basta.

Milhares de paranaenses saíram às ruas de Curitiba e de 15 cidades do interior para protestar contra a corrupção na Assembleia e para pedir mais transparência no poder público estadual. (vide link)


http://www.gazetadopovo.com.br/vidapublica/diariossecretos/conteudo.phtml?tl=1&id=1011905&tit=O-Dia-do-Basta.

Mais abaixo, tem algumas fotos que recebi de amigos blogueiros.
- Não obstante, segundo um daqueles que lá compareceu, "chorou as pitangas" comigo. Indignado, desabafou que " é inconcebível que dos mais de 47.000 habitantes de IBIPORÃ, apenas duas dezenas de ibiporaense compareceu ao Ato em protesto aos trambiques que aconteceram e acontecem na Assembléia Legislativa do Paraná.

Ficam aqui algumas perguntas:

- QUAL O PARANÁ QUE VOCES QUEREM?


- E os vereadores de oposição, tiveram medo de mostrar a cara? – Só foi visto um vereador oposicionista.

- E o restante da população? – Quem cala consente?

- Ou quem sabe, muitos são daqueles “... não é comigo”.

- Tiveram medo? – Ou faltou coragem?
- Ou então, quem sabe, fica com o rabo preso a cada eleição e ganha um empreguinho na administração?

Só para lembrar os desencorajados(mas sem generalizar, não estou dizendo que serve para todos)o que aí vai:

“O analfabeto político”.

O pior analfabeto, é o analfabeto político. Ele não ouve, não fala, nem participa dos acontecimentos políticos. Ele não sabe que o custo de vida,
os preços do feijão, do peixe, da farinha, do aluguel,
do sapato e do remédio dependem das decisões políticas. O analfabeto político é tão burro, mas tão burro, que se orgulha e estufa o peito dizendo que odeia a política!!
- Não sabe o imbecil que, da sua ignorância política nasce aprostituta, o menor abandonado.
Surge o assaltante, o oportunista, o tirano,
o falsificador, o criador de atos secretos, e o pior detodos os bandidos:
- o político vigarista, o corrupto, espertalhão,
que entra na política para locupletar-se e ferrar o cidadão!





















CASO DOS GAFANHOTOS 1

Muitos políticos estavam apostando na impunidade. Para não cair no esquecimento, os "GAFANHOTOS", estão sendo lembrados pelos blogueiros de plantão, que por sua vez, estão espalhando para todo Brasil os Atos, os Fatos e os Nomes daqueles que foram eleitos pelo povo e para povo deveriam trabalhar.

Entretanto, eles foram eficientes em trabalhar em benefício próprio. Hoje juram de pés juntos que nada houve. O mais repugnante ainda, é que alguns destes políticos detêm o mando político quer na Assembléia, quer em prefeituras. E se lá estão, é porque para lá foram eleitos. Não saíram do nada. Não são frutos de geração espontânea. ELES FORAM ELEITOS por cidadãos de “bem”.
A lista dos parlamentares denunciados também está aí. Confiram:
Para não esquecer os “gafanhotos”.

Algumas ações da JUSTIÇA estão aí, prá quem estiver interessado em acompanhar. http://www.trf4.jus.br/trf4/processos/visualizar_documento_gedpro.php?local=trf4&documento=1384523&hash=43bcdfcbaa93fb48f8012007b32690e1 .

CASO GANHOTOS 2

STF revela 63 políticos paranaenses no caso dos gafanhotos.

Um documento do Supremo Tribunal Federal (STF), disponível no site da instituição, revela que mais 13 políticos estão sendo investigados pela Polícia Federal e pelo Ministério Público Federal por suposto envolvimento no esquema gafanhoto dentro da Assembleia Legislativa do Paraná.

Ao todo são 63 deputados e ex-deputados os alvos da investigação por suposta prática de crimes de peculato (desvio de dinheiro público), tributário, estelionato, sonegação fiscal e formação de quadrilha.
O esquema gafanhoto, investigado desde 2005, consiste no depósito de salário de mais um servidor numa única conta bancária. Em um dos casos, até 16 pessoas recebiam os vencimentos da Assembleia em uma única conta-corrente. Essas contas eram movimentadas por terceiros e, em alguns casos, pelos próprios parlamentares ou pessoas próximas a eles. A prática levantou a suspeita do MPF de crime de desvio de dinheiro público.( De Karlos Kohlbach e Euclides Lucas Garcia na Gazeta do Povo.)
http://www.fabiocampana.com.br/2009/04/stf-revela-63-politicos-paranaenses-no-caso-gafanhoto/.

sábado, 5 de junho de 2010

Ainda OS ATOS SECRETOS

Tem muita gente que quase jurou que não conhecia nadinha de nada. Com paciência, voce constatará que ATOS de malandragem existem desde 1999. Segundo o MP, em edições da Gazeta do Povo, é "formação de quadrilha",etecétera,etcétera...


Diários oficiais desmentem trecho da carta.

Na carta em que critica a Ordem dos Advogados do Brasil no Paraná (OAB-PR), o procurador da Assembleia Marco Antonio Marconcin afirma que os diários avulsos editados pelo Legislativo são legais, numerados e datados. Embora o tom do texto seja o de resgatar a “verdade” dos fatos, a afirmação não corresponde à realidade, como revelaram as reportagens da série “Diários Secretos”, da Gazeta do Povo e da RPCTV (veja um exemplo disso no infográfico).

“As edições ‘avulsas’ de um Diário Legislativo seguem o número imediatamente anterior, todas igualmente datadas e – no caso da Assembleia do Paraná – distribuídas para efeito de registro dos atos legislativos”, diz um trecho da carta.

A série de reportagens “Diários Secretos” mostrou que os diários avulsos, constantemente editados pela Assembleia, não têm qualquer tipo de numeração – o que dificulta a fiscalização por parte da sociedade. Além disso, as reportagens mostraram que, embora datados, muitos diários eram impressos com datas retroativas para validar atos irregulares. A Assembleia usava os diários como uma máquina do tempo, publicando atos da Mesa Executiva retroativos há até sete anos e até decisões futuras. (21/05/2010 - Karlos Kohlbach, Katia Brembatti, James Alberti e Gabriel Tabatcheik).

É só tramóia. Tudo é chuncho.

Servidores dos gabinetes da Assembleia foram transferidos para a administração.

A nova lista de funcionários da Assembleia Legislativa, divulgada essa semana, anuncia uma redução de funcionários nos gabinetes, mas, o que aconteceu mesmo foi uma transferência de setores como mostrou a reportagem desta sexta-feira (4) do Parana TV 2ª Edição. Muitos servidores que eram dos gabinetes pertencem agora ao departamento da administração.

A administração é o maior departamento da Assembleia, com 757 funcionários, sendo que apenas 247 servidores são comissionados. O número está bem distante do segundo colocado, o departamento de Lideranças, que conta com 82 funcionários. Veja o vídeo no link:
http://www.gazetadopovo.com.br/vidapublica/diariossecretos/conteudo.phtml?tl=1&id=1010646&tit=Servidores-dos-gabinetes-da-Assembleia-foram-transferidos-para-a-administracao.
AL dribla a lei para abrigar comissionados.

Regra obrigou cada deputado a manter no máximo 23 funcionários; vários saíram de gabinetes para a administração.

Os deputados estaduais paranaenses encontraram uma maneira de se adaptar à lei que estabeleceu um limite de funcionários para cada gabinete sem ter de exonerar todos os funcionários excedentes. Uma comparação da nova lista de servidores divulgada pela Assembleia Legisla­­­tiva com os diários oficiais dos últimos sete anos mostra que a nova lei causou um movimento migratório dentro do Legislativo: pelo menos 124 pessoas que estavam em gabinetes de parlamentares ou da estrutura de comando estão agora lotadas em departamentos administrativos da Assembleia. (05/06/2010 - Karlos Kohlbach, Katia Brembatti, James Alberti e Gabriel Tabatcheik- Gazeta do Povo)

Veja o vídeo no link.
http://www.gazetadopovo.com.br/vidapublica/diariossecretos/conteudo.phtml?tl=1&id=1010713&tit=AL-dribla-a-lei-para-abrigar-comissionados.

Em quem confiar?

Bolsa ligada a Justus faz licitações do TC.

Tribunal de Contas escolheu a BLL para fazer seus pregões eletrônicos. Entidade foi administrada por familiares do presidente da Assembleia e de Alexandre Curi.

A Bolsa de Licitações e Leilões (BLL) – entidade que promove pregões eletrônicos para 48 prefeituras do país (20 delas no Paraná) e que esteve ligada até abril deste ano às famílias dos deputados estaduais Nelson Justus (DEM) e Alexandre Curi (PMDB) – também tem realizado licitações do Tribunal de Contas do Paraná (TC).

O TC, formalmente, é um órgão auxiliar da Assembleia Legislativa do Paraná, presidida atualmente por Nelson Justus. A indicação dos conselheiros do Tribunal, responsáveis pela administração do TC, é feita pelos deputados estaduais. E, normalmente, os conselheiros costumam ser ex-parlamentares.

É o caso do atual presidente do TC, o ex-presidente da Assembleia Hermas Brandão. Foi ele quem assinou, em junho de 2009, sem realizar licitação, a adesão do Tribunal de Contas à bolsa criada pelos filhos de Justus, e pelo irmão do primeiro-secretário do Le­­gislativo, Alexandre Curi (PMDB). Nelson Cordeiro Justus (filho do presidente da Assembleia) era, até abril, o presidente da BLL.
Renato Cordeiro Justus, outro filho de Nelson Justus, foi presidente do conselho fiscal da BLL até a mesma data. E Rodrigo Maranhão Khury (irmão do deputado Alexandre Curi) ocupava o cargo de vice-presidente do conselho fiscal da Bolsa. (04/06/2010 - Katia Brembatti, Karlos Kohlbach, James Alberti e Gabriel Tabatcheik)

sexta-feira, 4 de junho de 2010

Tô magoado...

A turma do "LADO DO BEM"



Em recente reunião, a turma do "LADO DO BEM" ficou sabendo de algumas notícias divulgadas por um jornal lá da capital. Como podem ver, descontentamento é geral. Eles pede por favor não acessar o site aquí indicado. - ... e VOCE, NÃO VAI MATAR A SUA CURIOSIDADE? => no link visitar o quadro"saiba mais" as duas reportagens e o vídeo.

quarta-feira, 2 de junho de 2010

AS MALDIÇÕES DOS ATOS SECRETOS.


Desnecessário lembrar que os Atos Secretos atingiram personalidades de IBIPORÃ? – Eu creio que não! – Nunca é demais lembrar. – se ninguém deve nada, não precisa ficar preocupado, afinal, a Justiça existe para fazer Justiça!

No próximo dia 8, haverá grande manifestação em Curitiba. Entidades e cidadãos de todo Paraná se organizam para protestar contra as irregularidades na Assembléia Legislativa do Paraná (ALEP). Assim como Londrina, várias cidades instalaram o PLACAR DA CORRUPÇÃO e providenciando abaixo assinado para cobrar maior rigor nas investigações.(vide vídeo http://www.rpctv.com.br/coroados/video.phtml?Video_ID=87712).

- E Ibiporã? - Vai ficar alheia aos acontecimentos que estão repercutindo nacionalmente?
- Será que o Ibiporaense perdeu a capacidade de indignar-se? - Ou está com medo!
- Onde está a juventude para defender seu futuro? - Ou será que não vê mais nenhum futuro e perdeu o interesse por Ibiporã?
- Onde está a sociedade tão pudica, cheia de conceitos e preceitos morais e éticos?
- Onde está a OAB? - O Rotary. - A Igreja? -
-Onde estão as entidades fundamentadas em princípios éticos,morais e religiosos?
- Será que todo mundo mijou na espoleta?
- o ditado
“...cada povo tem o governo que merece”, serve como carapuça para Ibiporã? - Será?
- Não creio que em Ibiporã exista tanta gente cagona assim!

AS MALDIÇÕES DOS ATOS SECRETOS 1

17 suspeitos mantêm emprego na Assembleia.

Nova lista de servidores revela que pessoas envolvidas em escândalos foram mantidas no Legislativo após o recadastramento.

Divulgada na última segunda-feira, a nova lista de funcionários da Assembleia Legislativa do Paraná revela que pelo menos 17 pessoas suspeitas de envolvimento em irregularidades conti­nuam trabalhando na Casa. Entre elas, estão Luís Alexandre Barbosa e Sérgio Roberto Monteiro. Na nova lista, ambos aparecem nomeados para o gabinete do deputado Nelson Justus (DEM), presidente do Legislativo estadual. Eles tinham 32 parentes em cargos comissionados até o recadastramento de funcionários, no mês passado. Foram mantidos 7 familiares dos dois.

Após a divulgação da série de reportagens “Diários Secretos”, da Gazeta do Povo e da RPC TV, a Assembleia recadastrou todos os funcionários. A medida, no entanto, não impediu que funcionários envolvidos em supostas irregularidades continuassem na Assembleia.


A maioria deles está ligada a Justus. Sérgio Roberto Monteiro, que até o mês passado atuava como chefe de gabinete da presidência, foi mantido no quadro de pessoal, ao lado de quatro parentes – Edson Artur Borrin, Fabiana Manzini Borrin, José Sérgio Loiacono Filho e Reiner Calderon. Além dele, Luís Alexandre Barbosa, que continua como assessor de Justus, conseguiu manter três familiares como funcionários da Casa – Alexandre Leon Barbosa, Antonio Wilson Camargo Junior e João Augusto Ciniello.

Também aparecem na nova relação pessoas ligadas à rede de influência que a família Justus mantém em Guaratuba, no litoral do Paraná.A advogada Deisi Lacerda, que está nomeada na Diretoria de Administração, trabalha na mesma sala do advogado Eduardo Duarte Ferreira – ele foi o responsável por tirar da cadeia dois ex-funcionários de Justus presos por extração ilegal de palmito no litoral, no ano passado.

André Gustavo Tavares Kutianski é líder do DEM em Guaratuba e foi transferido do gabinete da presidência da Assembleia para a Diretoria de Administração. Já Paulo Zanoni Pinna, que é ex-presidente do PT na cidade e apoiou a candidatura de Evani Justus à prefeitura de Guaratuba, está nomeado no gabinete do deputado Péricles de Mello (PT). Evani é cunhada de Nelson Justus.

No gabinete do deputado Alexandre Curi (PMDB), primeiro-secretário da Casa, consta como funcionário Alexandre Buchman. Derrotado na última eleição para prefeito de Pitanga (Centro do estado), Buchmann admitiu há dois meses, sem saber que era gravado, que Curi prometeu a ele um cargo na Assembleia em caso de derrota na eleição. Ele revelou ainda que fazia trabalho político para o parlamentar.

Na lista de servidores, também aparece lotado na Diretoria de Administração o ex-diretor da gráfica do Legislativo Luiz Carlos Monteiro. Ele, que era responsável pelo setor que imprimia os Diários Oficiais avulsos e sem numeração, chegou a ficar preso por algumas horas em maio.

Por meio da assessoria, a Assembleia informou que, embora sejam parentes entre si, as pessoas ligadas a Sérgio Roberto Monteiro e Luís Alexandre Barbosa não têm parentesco direto com Justus. E, portanto, não há impedimento legal para que sejam contratadas. Alexandre Curi e Péricles de Mello não foram encontrados para comentar o assunto.

Efetivos.

Na listagem de servidores efetivos, foram mantidos os nomes do ex-diretor de pessoal Cláudio Marques da Silva, que está preso há mais de um mês, e de João Leal de Matos, que até o mês passado trabalhava na Diretoria-Geral e que empregou pelo menos seis familiares na Assembleia. Os dois, que agora aparecem lotados na Diretoria de Administração, já foram denunciados pelo Ministério Público do Paraná por desvio de dinheiro público, formação de quadrilha, lavagem de dinheiro e falsidade ideológica. De acordo com a lista da Assembleia, porém, ambos continuam recebendo salário normalmente.

Além deles, Nivaldo Vandir Cordeiro ainda continua como servidor efetivo. Ele era chefe da segurança da Assembleia até o mês passado – embora em setembro de 2001 Cordeiro tenha se desligado da Casa por meio de um Programa de Demissão Voluntária (PDV), do qual recebeu vantagens para deixar o Legislativo.

Por meio da assessoria, a Casa afirmou que o salário de Cláudio Marques não foi pago este mês e que, como João Leal estava de férias, não foi possível cortar o cartão-ponto dele. Isso será feito assim que ele voltar ao trabalho. (02/06/2010 EUCLIDES LUCAS GARCIA- gazeta do povo)

AS MALDIÇÕES DOS ATOS SECRETOS 2

MP denuncia Justus e Curi.
Ministério Público protocola hoje ação contra os dois e pede o afastamento de ambos da Mesa. Entendimento foi de que eles são responsáveis pela contratação de fantasmas

O Ministério Público Estadual (MP) vai pedir hoje à Justiça o afastamento imediato do presidente da Assembleia Legislativa do Paraná, deputado Nelson Justus (DEM), e do primeiro-secretário da Casa, deputado Alexandre Curi (PMDB), de suas funções na Mesa Diretora. O pedido será feito dentro de uma ação civil pública de improbidade administrativa contra os dois parlamentares e outros quatro acusados que será protocolada nesta quarta-feira na 2.ª Vara da Fazenda Pública de Curitiba.

Justus e Curi são acusados formalmente pelo MP porque os promotores que investigam a Assembleia entenderam que os dois são responsáveis pela contratação de seis servidores fantasmas da família do funcionário da Casa João Leal de Mattos. Mesmo sem trabalhar no Legislativo, os seis receberam salários.

Mattos pegava documentos pessoais dos familiares para contratá-los para a Assembleia e ficava com o cartão do banco onde os salários eram movimentados, desviando o dinheiro público. A ação civil se refere à apropriação indevida de cerca de R$ 3,3 milhões por esse intermédio.
O esquema de Mattos envolveu as agricultoras rurais Jermina Maria da Silva e da filha dela, Vanilda Leal, moradoras de Cerro Azul, no Vale do Ribeira. João Leal de Mattos é irmão de Jermina e tio de Vanilda, que moram em casas simples de madeira e sobrevivem graças ao Bolsa Família.

O período que consta na ação do MP é de fevereiro de 2008 a março de 2009 – quando há registros de contratação dos integrantes da família Leal.

Perda de mandato.

Se forem condenados pela Justiça, Justus e Curi podem perder seus mandatos de deputado estadual (ainda nesta legislatura ou em uma futura, caso sejam reeleitos). Eles também teriam os direitos políticos suspensos por até dez anos e ficariam proibidos de firmar contratos com o poder público e receber incentivos fiscais. Também teriam, em caso de condenação, de restituir o valor desviado (R$ 3,3 milhões) e ainda pagar cada um uma multa que pode chegar a mais de R$ 6,5 milhões – valor que é correspondente a duas vezes o montante desviado.

Para garantir a devolução aos cofres públicos, o MP vai pedir hoje também à Justiça o bloqueio de quase R$ 10 milhões do patrimônio de Justus e outros R$ 10 milhões de bens de Alexandre Curi. As mesmas penas serão pedidas pelo MP aos outros quatro acusados na ação: os ex-diretores da Assembleia Abib Miguel (Diretoria-Geral), José Ary Nassiff (Administração) e Cláudio Marques da Silva (de pessoal) e o funcionário João Leal de Mattos.

Os quatro foram presos e denunciados pelo MP numa ação penal – destes só Mattos responde ao processo em liberdade. Segundo o MP, os quatros foram beneficiados pelo esquema, embora fosse Mattos quem pegava os documentos dos familiares para viabilizar a contratação na Assembleia e quem ficava com os cartões bancários para movimentar o dinheiro.

Pelo agravante de enriquecimento ilícito, as multas impostas aos quatro podem ser de até três vezes o valor desviado, para cada um. Todos os réus são solidários nessa devolução dos prejuízos – ou seja, eles podem dividir o montante desviado ou apenas um devolver o valor integral. No entanto, quanto às multas, cada um dos acusados responde individualmente. Se todas multas forem aplicadas com o maior valor (incluindo as de Justus e Curi), podem ser recuperados cerca de R$ 24 milhões aos cofres públicos.

Justus e Curi não serão denunciados por enriquecimento ilícito, ao contrário dos outros quatro. “Não apareceu nenhuma prova cabal de que esse dinheiro desviado foi de alguma forma destinado para o presidente e para o primeiro-secretário”, explicaram fontes do MP ouvidas pela reportagem. “O que existe é a colaboração e a conivência deles para que esses desvios ocorressem.”

Essa conivência detalhou uma das fontes, ficou bem mais clara a partir da análise que os auditores do MP fizeram nos diários da Assembleia. A auditoria comprovou, entre outras coisas, que os diários eram inacessíveis, que existiam lacunas entre os atos da Mesa Executiva e que houve publicação de diários com datas retroativas. Essas irregularidades vem sendo mostradas pela Gazeta do Povo e pela RPC TV na série de reportagens “Diários Secretos”.

A ação do MP demonstra ainda que Justus e Curi sabiam das irregularidades. “Eles sabiam que há muito tempo existiam ilícitos e que há muito tempo os diários eram inacessíveis. Eles sabiam que o controle era deficiente. Portanto, sabiam e mantiveram todo esse ambiente que propiciava e facilitava esses desvios. Não podem alegar que desconheciam a nomeação de funcionários fantasma”, contou outra fonte. Segundo o MP, os deputados ainda tinham a obrigação legal de supervisionar toda a administração. No entendimento do MP, a falta de acesso aos diários oficiais do Legislativo era de conhecimento de Justus e Curi e foi fundamental para que os crimes pudessem ser cometidos.

A ação que será protocolada hoje pode não ser a única contra Justus e Curi. Existe a possibilidade de novas denúncias de improbidade contra os dois deputados, envolvendo o desvio de dinheiro por meio de outros fantasmas.(02/06/2010 KARLOS KOHLBACH, KATIA BREMBATTI, JAMES ALBERTI E GABRIEL TABATCHEIK – gazeta do povo)

...é triste, é covardia!

O que o Paulão da 5ª Coluna tem haver com o caso da ajuda humanitária aos palestinos e o conflito com os israelenses?

- Eu diria: - o que todos nós temos haver com o caso? – Tudo! - Se não pudermos agir como os ativistas, pelo menos temos a obrigação de orar.


Mais de 500 ativistas, de 60 nacionalidades diferentes, em 6 embarcações e com 10 mil toneladas de suprimentos, criaram coragem em socorrer os palestinos. Eles são vítimas de sanções impostas por Israel - Os ativistas foram atacados em águas internacionais por tropas israelenses. O exército obedece a ordens do “alto comando”. Manda quem pode, obedece quem tem juízo!


Guerras à parte, e não é de hoje que existem animosidades entre estes dois povos (judeus e palestinos) que foram agravando com o passar dos tempos. Desde a fuga do Egito, estes “carinhas”, que na verdade, são primos e “brimos”, nunca “amarraram os bigodes”.

Para os dirigentes israelenses, quem não é do seu povo, é terrorista. Até parece que eles querem infundir uma nova EUGENIA, assim como Hitler o “marvado” homenzinho de bigodinho quis fazer na 2ª guerra mundial. Naquela ocasião, todo mundo condenou o Holocausto. O assassinato de milhões de judeus, e deixou a humanidade horrorizada.


Vou deixar bem claro. Não sou anti-sionista. Muito pelo contrário, sou a favor da paz! – Nem todo judeu pensa como seus dirigentes.Tenho alguns amigos aqui e lá, e a estes judeus “pontas firme”, que não comungam com certas atitudes, curvo-me em sua homenagem.


O que o mundo não pode tolerar é a unilateralidade dos dirigentes judeus. Basta ver os acontecimentos. - Eles estão forçando os ativistas a assinarem um documento de que invadiram o território israelense. Aqueles que não assinarem, serão deportados. - Só existe uma verdade: só a deles (dos dirigentes judeus). As pressões acontecem nos quatro cantos do mundo. Todo mundo sabe que esta atitude pode acender um estopim perigoso.


Para piorar, os EUA escondem-se numa neutralidade ignorante e covarde. É compreensível, pois eles são os maiores fabricantes de armas, e o que interessa a eles é a venda de armamentos.

Os americanos sabem que a ação dos israelenses é um crime de guerra.Tal qual Hitler fez com eles (judeus). - Um crime de guerra! – E por ser um crime de guerra, é deve ser condenado.

terça-feira, 1 de junho de 2010

Israel ataca, EUA fica em cima do muro.

Hillary evita condenar ação de Israel contra navios com ajuda humanitária.

A secretária de Estado americana, Hillary Clinton, pediu nesta terça-feira que todos os lados sejam cuidadosos em suas respostas ao ataque de Israel a um comboio com ajuda humanitária a Gaza, se afastando de uma condenação da operação que matou pelo menos nove ativistas internacionais.

"Acho que a situação de nossa perspectiva é muito difícil e requer uma resposta cuidadosa e atenciosa", disse Hillary a repórteres.

No entanto, disse que "a situação em Gaza é insustentável e inaceitável".

Ela também expressou a solidariedade dos Estados Unidos pela "perda trágica de vida e feridos" causados pelo incidente de segunda-feira, que recebeu forte condenação da comunidade internacional.

"As necessidades legítimas de segurança por parte de Israel precisam ser garantidas, assim como as necessidades legítimas dos palestinos por assistência humanitária e acesso regular a material de reconstrução", disse Clinton.

O ataque.

O Exército de Israel atacou na madrugada desta segunda-feira um comboio de barcos organizado pela ONG Free Gaza, um grupo de seis navios, liderados por uma embarcação turca, que transportava mais de 750 pessoas e 10 mil toneladas de ajuda humanitária para a faixa de Gaza, deixando ao menos nove mortos e cerca de 30 feridos.

O Conselho de Segurança da ONU emitiu uma declaração condenando o que chamou de atos que resultaram na perda de vidas durante o ataque israelense a frota de navios.

O governo de Israel disse que as tropas israelenses agiram em defesa própria no episódio, depois de serem atacadas.

Por meio de uma nota, divulgada pelo governo israelense, o ministro das Relações Exteriores, Avigdor Lieberman, disse que as pessoas a bordo do navio invadido não estavam em missão de paz e são terroristas. (DAS AGÊNCIAS INTERNACIONAIS)


SERIA VERDADE?


- Só estou perguntando! - É verdade? - Segundo dizem, existiria uma funcionária fantasma na secretaria de planejamento? - Seria cargo de provimento em comissão de coordenador CC-03?
- Pois é. - ela foi nomeada(ato 465/09 de 02/09/2009) e exonerada(ato 585/09 de 29/12/09) na prefeitura de Ibiporã. Está publicado no jornal Tribuna de Ibiporã. - Não estou inventando nada. - Não me comprometam.

Voces hão de convir comigo. - Ficou uma tchutchuquinha! - Uma fantasminha!
- Tem mais uma pergunta: - como pode existir uma ficha funcional, que não conste comprovante de endereço, telefone? - Esta funcionária teria apresentado a certidão de quitação eleitoral, criminal e a declaração de bens? - Alôôôô vereadores. - Atenção!

A "coisa" tá feia......a "coisa" tá preta!

Do jeito que a “coisa” anda, o leitor e eleitor como eu, fica cada vez mais decepcionado com a classe política. Não bastasse os FANTASMAS, os GAFANHOTOS, OS ATOS SECRETOS, as nomeações de parentes que nunca trabalharam no gabinete, agora, o governador em exercício, Pessuti, sanciona a lei dos agentes políticos.


Supondo que o amigo é um empresário instalado aqui em Ibiporã. - Você contrataria um funcionário, no caso, um profissional liberal, que residisse em outra cidade? – Você permitiria que este funcionário, ausente, apenas lhe enviasse um relatório de suas atividades?
- Pois é. – Em síntese é o que vai acontecer. – Se após ler a notícia aí em baixo, você se indignar, você é um dos meus. – Se não se indignar, reflita melhor...

- Ah! - Tem ainda notícias das tramóias dos parentes dos chefões da Assembléia do Paraná. Segundo eles, nada é irregular.

Pessuti sanciona lei dos agentes políticos.

Projeto prevê que deputados possam contratar assessores que não dêem expediente na Assembléia. Promotor diz que proposta é inconstitucional

O governador Orlando Pessuti (PMDB) sancionou ontem o projeto de lei que regulamenta a função de agente político (assessor parlamentar) na Assembléia Legislativa do Paraná. Pessuti vetou os artigos que tratavam da movimentação funcional desses agentes. Os vetos serão analisados pelos parlamentares, que têm o poder de derrubá-los. Um dos autores do projeto, porém, o deputado Luiz Cláudio Romanelli (PMDB), já adiantou que vai defender a manutenção dos vetos.(só para lembrar. - este deputado é aquele se vangloriou ao ensinar como se “fura” um pedágio, com a maior naturalidade e cara de pau).

“São vetos que dão mais transparência ainda para o projeto, já que impedem a mobilidade funcional do servidor”, afirma o peemedebista. Com os vetos, a Assembléia terá de publicar em Diário Oficial toda e qualquer mudança de cargo e salário do agente político.

Apesar da manifestação da Procu­­radoria-Geral do Estado pela constitucionalidade do projeto aprovado na As­­sembleia e agora sancionado por Pessuti, especialistas ouvidos pela Gazeta do Povo entendem que a proposta fere a Constituição Federal. Ontem, o promotor de Justiça do Paraná Fuad Faraj reforçou a tese da inconstitucionalidade e disse que o governador perdeu a chance de “dar o tom moralizante que o povo do Paraná está esperando”.

“É lamentável. Frustrante. Esperava uma atitude muito mais ponderada do governador diante da crise de moralidade que o Legislativo está enfrentando”, disse o promotor, afirmando que espera agora que o Ministério Público e outras entidades, como a Ordem dos Advogados do Brasil seccional Paraná, trabalhem para promover uma ação de inconstitucionalidade para derrubar a lei. Fuad disse ainda esperar do procurador-geral de Justiça, Olympio de Sá Sotto Maior, ações de improbidade administrativa contra deputados estaduais que usaram agentes políticos como cabos eleitorais.

Com a promulgação da lei, os agentes políticos terão de apresentar relatório mensal das atividades e cumprir jornada mínima de 20 horas e máxima de 40 horas semanais. Pessoas com mandato eletivo, donos de empresas, gerentes ou funcionários registrados com carga horária de 40 horas semanais não poderão ser contratados como assessores parlamentares. Profissionais liberais, por exemplo, estariam dentro das categorias com permissão de dupla atividade.

Com as novas regras, casos como o do vereador de Ibaiti Cláudio Gerolimo (PSDB) e do empresário Antônio Wilson Camargo Júnior serão considerados ilegais. Na série “Diários Secretos”, a Gazeta do Povo e a RPC TV revelaram que, mesmo durante o exercício do mandato, o vereador Gerolimo foi contratado para trabalhar no gabinete do deputado Val­­dir Rossoni (PSDB). A reportagem mostrou também que Camargo Júnior é dono de uma empresa de locação de brinquedos infantis e que passa boa parte do tempo nessa atividade. Apesar disso, Ca­­margo Júnior trabalhava no gabinete da presidência – sob a responsabilidade do deputado Nelson Justus (DEM).
O governador Orlando Pessuti foi procurado ontem pela reportagem, mas não atendeu aos telefonemas. (Karlos Kohlbach - gazeta do Povo- 01-06-10)

FILHOS E IRMÃO PRÓDIGOS.

Licitações unem famílias Justus e Curi.

Parentes dos deputados que comandam a Assembléia se associaram em entidades e empresas para operar e, ao mesmo tempo, dar lances em pregões eletrônicos municipais.

Dois filhos do presidente da Assembleia Legislativa do Paraná, deputado Nelson Justus (DEM), e um irmão do primeiro-secretário da Casa, Alexandre Curi (PMDB), são associados de uma bolsa de licitações que atua em 20 prefeituras do Paraná e movimentou ao menos R$ 40 milhões na organização de pregões eletrônicos para a compra de produtos nos últimos dois anos. Nelson Cordeiro Justus (filho do presidente da Assembleia) era, até abril, o presidente da Bolsa de Licitações e Leilões (BLL). Renato Cordeiro Justus, outro filho de Nelson Justus, foi presidente do conselho fiscal da BLL até a mesma data. E Rodrigo Maranhão Khury (irmão do deputado Alexandre Curi) ocupava o cargo de vice-presidente do conselho fiscal da Bolsa. Os três também são sócios na corretora Pregnet, que opera representando empresários em licitações on-line que podem ser realizadas na BLL, juntamente com outros concorrentes.

Serviço cobrado.



Não é feito nenhum tipo de licitação para contratar a BLL. Como a bolsa não cobra nada das prefeituras para organizar e realizar os pregões eletrônicos, basta que seja assinado entre as partes um termo de acordo. Isso não significa trabalho de graça. Empresas que vencem licitações para vender às prefeituras pagam um porcentual do valor do contrato firmado para a BLL.

Se o produto comprado tiver preço superior a R$ 40 mil, a bolsa cobra R$ 600 do empresário que ganhou a disputa e vai vender para a prefeitura. Se o valor for menor que R$ 40 mil, o pagamento deve ser de 1,5% do montante negociado. A cobrança é fracionada: em muitas compras, os produtos são divididos em lotes e a taxa é cobrada em cada arremate. Assim, em único pregão realizado neste ano no ambiente da BLL para a compra de material de expediente para uma prefeitura, a bolsa ganhou o direito de arrecadar cerca de R$ 100 mil.

Dentre as diversas bolsas que prestam serviço para prefeituras no Paraná – tais como o sistema de compras do Banco do Brasil, da Caixa Econômica e da Confederação Nacional dos Municípios (CNM), – a BLL é a única que utiliza o modelo de cobrança por porcentual negociado.

A legislação que determina as regras do pregão eletrônico estabelece que a bolsa deve ser uma associação sem fins lucrativos e que pode arrecadar apenas o suficiente para a manutenção dos serviços.

O Cidade Compras, mantido pela Confe­­deração Nacional dos Municípios, e a plataforma da Caixa não cobram taxa alguma. O Comprasnet, para aquisições do governo federal, e o E-com­­pras, da prefeitura de Curitiba, também não. O sistema do Banco do Brasil, o mais usado no país, cobra R$ 279 de taxa anual única de empresas que queiram vender pelo sistema.

Já a Bolsa Brasileira de Mercadorias (BBM-Net), controlada pela BM&F Bovespa e que presta serviço a aproximadamente 90 prefeituras no Paraná, cobra R$ 242 anualmente de cada empresa que pretende vender para o poder público. A BBM-Net arrecadou com taxas no ano passado, em todo o Brasil, R$ 105 mil – praticamente o mesmo valor que a BLL obteve em único leilão.

Novo mercado.

A realização de pregões eletrônicos é um filão de mercado, aberto e em expansão. Recomendações de vários Tribunais de Contas do país forçaram prefeituras a informatizar o sistema de compras. Sem dominar a tecnologia para isso, delegaram a função para bolsas administradas no setor privado. Um funcionário público, chamado de pregoeiro, continua à frente do processo, mas a organização do ambiente eletrônico em que empresas dão lances de preço passa às mãos da iniciativa privada.

A BLL atua justamente nesse nicho de mercado. Ela realiza pregões eletrônicos em pelo menos 20 prefeituras do Paraná, entre elas três de grande porte: Ponta Grossa, Cascavel e Gua­­rapuava. Também são clientes da Bolsa 26 cidades de Rondônia, uma do Mato Grosso (Cuiabá) e uma em Santa Catarina (Itapoá, cidade vizinha de Guaratuba). (vamos torcer prá Ibiporã não estar envolvida em mais um escândalo - tomara que não. - grifo do blog)

Criada no final de 2008, a BLL conquistou o primeiro cliente em janeiro de 2009: a prefeitura de Contenda, comandada por Hélio Boçoen (DEM), do mesmo partido de Nelson Justus. Há ainda contratos firmados com administradores municipais que, de alguma forma, tiveram relações com Justus. A prefeita de Guaratuba, Evani Justus, que é do PSDB, assinou um contrato com a BLL de seus sobrinhos. Tam­­bém fecharam acordo com a bolsa os ex-deputados e atuais prefeitos de Cascavel e Guarapuava, Edgar Bueno (PDT) e Luiz Fernando Ribas Carli (PP).

Há também um outro nome ligado à As­­sembleia que aparece na composição da BLL. Ademar Nitshcke Júnior, filho da advogada Celina Galeb Nitschke, constava como administrador da BLL. Nitshcke Júnior já foi contratado do gabinete da presidência da Assembleia, do qual foi exonerado em fevereiro de 2009. Celina foi contratada em fevereiro de 2009 no gabinete da presidência.

Em 14 de abril – portanto depois do início da série Diários Secretos, divulgada pela Gazeta do Povo e pela RPC sobre desmandos e irregularidades na Assembleia Legislativa – sem qualquer previsão no estatuto, foi alterada a composição do quadro da BLL. Os sobrenomes Justus, Khury e Nitschke sumiram do comando da Bolsa. Mauricio Bonatto Guimarães assumiu a presidência da BLL.(algumas destas pessoas, estão envolvidas no processo de contratação do escritório de advocacia dos filhos dos JUSTUS. - seria apenas coincidência? - tomara que fique só nesta contratação. - grifo do blog)

Veja todas as denúncias feitas pelo jornal Gazeta do Povo e pela RPCTV sobre os Diários Secretos da Assembleia Legislativa. (Karlos Kohlbach, Katia Brembatti, James Alberti e Gabriel Tabatcheik - Gazeta do Povo - 01/06/10)