domingo, 16 de outubro de 2011

Combate à corrupção – 2

Como identificar o corrupto
Primeiramente para combater a corrupção é preciso identificar o perfil do fraudador, suas práticas e comportamentos.

(01) - O “$enhor Rouba Ma$ Faz”, é o típico político corrupto brasileiro.
- Ele faz promessas eleitorais manjadas, promete o mundo e o fundo, promete num passe de mágica, acabar em poucos dias com problemas que ocorrem no Brasil inteiro, a exemplo da saúde, da segurança, transporte, etecétera, etecétera, mas depois da posse, esquece tudo o que disse durante a campanha.
- O administrador corrupto utiliza o orçamento público para empregar amigos e parentes, favorecer aqueles que apoiaram durante o processo eleitoral e pagar antigas dívidas pessoais ou políticas com credores. Usa o orçamento da prefeitura ou do órgão que dirigem como se fosse de $ua propriedade; mistura os assuntos e as prioridades, de forma a confundir os observadores, e assim conseguir utilizar os recursos públicos a seu favor, sem despertar suspeitas.

(02) – Fique atento, observe a gestão de sua cidade.

- Procure acompanhar as publicações de editais para compra ou serviços. Desconfie quando existir mais “convite” do que concorrência propriamente dita.
- Redobre a atenção quando o $enhor Rouba, ma$ Faz, publicar a composição da $ua equipe de trabalho, cujos auxiliares que têm histórico de vida comprometedor. Um dos critérios manjado, é ficarem lotados no gabinete do prefeito, como “a$$e$$ores de gabinete” porém, trabalhando e controlando setores estratégicos. - Desconfie também quando faltar transparência nos atos administrativos; os controles administrativos ou financeiros desorganizados;
- Há apoio ou conivência com grupos suspeitos, os “colaboradores” têm baixo nível de capacitação técnica e principalmente a omissão dos vereadores da base do prefeito se isentarem e defenderem todas as irregularidades como se fosse algo natural, ou seja, roubar póooode, combater o roubo não póoode!

(3) - Fique atento a atitudes que denunciam:
- Sinais exteriores de riqueza: quando o prefeito eleito, amigos e parentes exibem bens de alto valor, adquiridos de uma hora para outra, como carros, imóveis, joias. Desconfie também quando o padrão de consumo não for compatível com a renda, como grandes viagens, festas ou se transformarem em empresários repentinamente.
- Resistência a prestar contas: se os administradores locais dificultam o acesso à informação, especialmente sobre os gastos da Prefeitura, desconfie. Geralmente não cumprem requerimento de informações de vereadores; por lei, todo cidadão tem direito a esse tipo de informação e o descumprimento, principalmente para com o Legislativo dá cassação do prefeito. Mas para isso os vereadores precisam ter saco roxo.
- Falta crônica de verba: o orçamento da Prefeitura é calculado para cobrir os serviços básicos da cidade. Sinais de abandono ou negligência podem ser indicadores de má administração ou desvio de recurso público;
- Parentes e amigos empregados: um dos artifícios mais utilizados para o pagamento de favores de campanha é a contratação de corregilionários, amigos e parentes no serviço público sem necessidade real, geralmente por Recibo de Pagamento de Autônomo(RPA).
- Atendimento a favores de quem financiou a campanha, ora através de doações de bem público, ora através de serviços com máquinas, equipamentos e funcionários públicos em propriedades particulares. O serviço mais comum na zona rural é o moledamento de estradas, acessos a instalações, carreadores, com a conivência de secretários e fiscais, sem cobrar nada! – Isso é peculato, é ladroeira, é rapinagem, é um crime e precisa ser denunciado!
- Favores especiais: outra prática muito comum, dependendo do porte da cidade, é o prefeito favorecer a mídia, geralmente a escória da mídia, cujos programas têm atitudes unilaterais, extrapola a ética, o bom censo, pois o prefeito para agradar o apresentador emprega em órgão público um parente seu.
- Como ele faz para favorecer este tipo de mídia? – é simples: ele inventa uma licitação, atrela a um tipo de campanha, geralmente um programa de governo já pronto. Ou então, quando existe concorrência suspeita, para um serviço suspeito, ele adiciona uma cláusula “especial” para propaganda para dar credibilidade ao serviço suspeito. A mídia profissionalmente correta cujos princípios éticos e morais estão acima de qualquer proposta, por si só, refuga este tipo de “serviço
”.
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Combate a Corrupção 3