quinta-feira, 8 de abril de 2010

Tá tudo errado!

Para todo e qualquer cidadão comum ingressar no serviço público, além de conhecimentos específicos, ele precisa se submeter a um concurso público, às vezes, viciado (está todos os dias na imprensa), ser um cidadão de uma conduta ilibada (imaculada, incorrupta, pura). – Certo?
- Eu disse cidadão comum!
Já para o político de carreira... - Ah! – Este maldito político... - é aí que eu não entendo!
-Para que estes desgraçados existam, vivam, se elejam, eles precisam de nós......po(**)a!! – PRECISAM DE NÓS! – entenderam? ......- precisam de nós! - Onde está o erro?
- Me atrevo apontar a falha.
Parte está na estrutura da sociedade, na formação educacional, cultural, religiosa do povão. Outra parte está na falta de bom censo, no descrédito, na omissão dos cidadãos. - Geralmente, uns optam pela amizade. Outros não analisam nada; outros chegam ao absurdo em dizer “ele rouba, mas faz”; outros ignoram atos e fatos cometidos pelo político (exemplo, político que ficou doze anos como deputado e não beneficiou sua cidade em NADA!); outros buscam seus próprios interesses; outros são os omissos (- eu sou eu, o resto que se dane!) e por último, o pior de todos. – O cidadão de liquidação! – Espera as eleições para se vender por cinquentinha, ou por uma cervejinha e até um churrasquinho, ocasião que ganha uns tapinhas nas costas do político e ainda escuta a frase mais manjada – eu conto com você, hein? – tá legal?
- Daí, fazer o quê?
Voltando ao político. Basta ser alfabetizado! – Se ele sentar pelado num monte de areia seca e conseguir fazer um “ó”, tudo bem. Pode se candidatar e até ser eleito como acontece neste Brasilzão de meu Deus! – Mas se eles estão eleitos, é porque foram escolhidos pelos critérios já descritos acima. – Ninguém, mas ninguém mesmo, acompanha a vida pública do político que ajudou a eleger.
Digo isto baseado em nossa cidade. Basta fazer uma visita às sessões da Câmara e constatar que são pouquíssimas pessoas que se fazem presentes. Se quisermos mudar uma nação, devemos começar pela menor célula. - O município.
Eu em particular acho, que o cidadão que almeja a vereança, deveria se comprometer a acompanhar pelo menos à metade das sessões de cada ano. Este “estágio” lhe daria embasamento do funcionamento da Casa de Leis. Por conseguinte, ele seria obrigado a conhecer a Lei Orgânica do município, bem como ter conhecimento básico da Constituição Brasileira. Finalmente ele deveria submeter-se ao ENSVEexame nacional de seleção de vereadores, (que não seja viciado, corrompido e nem se compre gabarito) assim como os estudantes se submetem ao ENEM. Por fim, só seria eleito os vereadores mais votados, afinal foram escolhidos pela vontade do povo. E tal qual está na Constituição Brasileira:- “Todo o poder emana do povo, que o exerce por meio de representantes eleitos ou diretamente, nos termos desta Constituição”.
Voltarei a falar de vereadores. Aguardem!