quarta-feira, 2 de novembro de 2011

DOAÇÃO DE TERRENOS


Tá na hora de mudar o disco

Continuam falando que os vereadores da oposição estão impedindo o crescimento industrial de Ibiporã e ainda, estão atrapalhando a atual administração. Numa recente reunião voltaram a repetir a mesma ladainha que deixou os participantes de boca aberta e para finalizar e talvez querendo conturbar a hegemonia opositora fizeram questão de frisar:- “... ainda bem que o DIVÁ voltou a favor.”

594.994 m² (quinhentos e noventa e quatro mil, novecentos e noventa e quatro metros quadrados) - É MOLE? - esta é a somatória das áreas dos terrenos que os vereadores da oposição que tanto “atrapalham” o prefeito, aprovaram até o momento, inclusive para construção de Casas Populares. Eu disse que eles aprovaram, pois é a maioria. Estes vereadores, ao contrário dos que tentam desqualificá-los (são inúmeras as publicações a respeito vide Tribuna de Ibiporã de 04/06/2010) objetivam sempre os interesses da população.

Por que tanta insistência?

Essa foi a pergunta de um empresário há muito tempo estabelecido em Ibiporã, me fez durante uma conversa. Um detalhe, ele não precisa de terreno. Existe uma insistência em doar mais terreno para empresa, A.Yoshi. Afinal, serão mais de SETE ALQUEIRES! – MAS DOAR TERRENO PARA CONSTRUIR BARRACÃO PARA ALUGAR é fim do mundo!

Em momento algum (nem os vereadores nem eu) questionamos idoneidade dela. Muito pelo contrário. Só elogios. - O vereador Divá foi até aplaudido por votar a favor. O que o povão precisa saber é que como a “coisa” é conduzida, não condiz com a Lei! – O exemplo está na doação de um bem público (terreno), que beneficiou um doador de campanha, deixou a impressão que bem público já virou moeda de troca.

Nem tudo que é legal, é moral.

A disponibilização de um bem público para terceiros quando obedece aos procedimentos corretos, é legal, porém da maneira que foi feita, é no mínimo imoral. No caso da doação para o contribuinte da campanha eleitoral foi aprovada por 6 a 3. Os votos do Daniel, João Odair e Kabeção, foram contra. Não existe nenhuma garantia, mas também não estou afirmando (e ninguém é burro prá falar) que no futuro, também não haverá “troca de favores”.

O Futuro

Se amanhã, uma crise mundial bagunçar o cenário financeiro global, quero ver qual empresário que irá investir sem garantias de retorno. – E daí, o terreno vai ficar criando mato? – Vai ser devolvido para o município? - Eu duvido!

Só prá lembrar, mídia internacional registra que o Banco Central dos países que se utilizam do Euro, vão receber 1 trilhão de euros como socorro às suas economias senão haverá uma quebradeira geral! E se essa crise chegar ao Brasil?